Quinta-feira, 30 de Junho de 2011

Fim do Infinito

Vaguear.

Caminhar, correr, andar... 

Buscar sem saber bem o quê, sabendo que é mesmo isso que se quer encontrar. 

Ouvir... escutar, guardar, e calar. 

 

Deixar-se levar pelo vento, por vezes bem forte; outras vezes quase sem se sentir. Vento que abala, ou simplesmente embala.

Seguir por caminhos desconhecidos, por vezes entediantes, outras vezes emocionantes; ou seguir por caminhos conhecidos, muitas vezes entediantes, muitas vezes impostos, outras vezes seguros e pacificadores.

 

Dar, outras vezes receber. Esgotar-se e esgotar... cansar, cair, parar. Perder-se do seguimento da viagem... e novamente seguir, correr, encontrar. 

Sempre, em ciclos mais ou menos regulares. 

 

Girar, desconhecendo os detalhes da rota, apanhando bagagens perdidas noutras voltas e largando outras. Olhar em frente, ver o fim, outras vezes o princípio.

 

Tudo é relativo, tudo é incerto. No entanto, tudo se repete de forma irrepetível. Cada ser a seu modo; cada coisa a sua forma; cada processo o seu procedimento; cada gesto a sua definição.

 

E no fim, no fim de tudo, todos iguais.

 

Rio Gêba, Bafatá, GB

 

para...: todos os que ousam enfrentar a luta do dia a dia.
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sentido por Anjo da Noite às 23:49
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Sábado, 25 de Junho de 2011

Noite vazia

A noite está calma, em paz.

A serenidade sente-se na singularidade dos seres adormecidos... Está luar e as estrelas acentuam-se intensamente no escuro do céu. 

Pelo ar, apenas fantasmas vagueiam solitários... procuram quem os acolha e sabem onde procurar. 

Ouve-se o vento, ao de leve... de mansinho... pacífico, mas com uma tremenda vontade de soprar, de correr, de gritar...

A Natureza permanece... assim... muda e quieta... à espera. Espera o fim da noite, espera a partida dos fantasmas, espera o sol. Imensa, infinita, mãe e senhora de tudo, mas humilde, calada, submissa. Assim permanece... porque assim quer permanecer. Tudo controla, tudo origina e tudo abarca... mas não se incomoda e espera. 

Espera e volta a esperar, porque sabe que o ciclo é perfeito e depois do fim vem um novo príncipio. 

Mas cala-se e chora em silêncio. Chora porque tudo conhece, tudo presencia e tudo sente.

Não deixa que ninguém a veja chorar, mas chora - de tristeza, angústia e medo. Ela sabe que até ela, poderosa, majestosa, tudo controla e tudo sabe e talvez por isso permanece. Quieta e silenciosa.


sentido por Anjo da Noite às 01:41
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