Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007

[17-10-2005]

Viver...

Mentes preenchidas…

Almas sonhadoras…

Vamos vivendo o dia a dia alimentando-nos de sonhos, projectos, ideias, vontades, …, que reformulamos a cada dia que passa… que alteramos, repensamos, desistimos, recomeçamos do zero…

E demasiado ocupados com o nosso pequeno mundo, com as nossas coisas, não nos apercebemos que à nossa volta, enquanto sonhamos e planeamos, milhares de coisas acontecem… e simplesmente… não tomámos atenção…

Subitamente, há uma vontade enorme de se fazer tudo aquilo que se foi adiando ao longo dos anos, porque se pôs para segundo plano em consequência de termos construído um pedestal para os nossos projectos pensados e repensados…

De um momento para o outro temos vontade de estar com aqueles amigos de sempre, com quem fomos adiando encontrar-nos porque estávamos demasiado ocupados com os novos “amigos” que faziam parte dos nossos projectos…

Sem avisar, chega um momento em que temos vontade de ver todos aqueles filmes que gostávamos de ter visto mas que deixámos de ver por termos dado mais importância a… já nem nos lembramos a quê!

Temos vontade de passear, de conhecer todos os sítios, todos os lugares que algum dia achámos bonitos…

Temos vontade de dizer a toda a gente que estamos bem, porque estamos vivos, hoje, e não queremos conflitos, intrigas, discussões… não valem a pena!!!

Temos vontade de dançar, de nos divertirmos, de rir, de sorrir… e vontade de nos aplicar naquilo que são os nossos papéis…

Desejamos não ter que dormir para poder viver mais!

 

E tudo isto como um furacão! Queremos tudo isto ao mesmo tempo! Queremos viver! Ao máximo! Cada segundo, cada milésimo de segundo das nossas vidas! O tempo não pára, e não queremos desperdiçar nem um momento!

 

E percebemos que algo em nós mudou… a nossa maneira de olhar a vida… de a agarrar… a intensidade com que vamos vivendo todos os momentos por que passamos… o desejo de quebrar todas as rotinas das nossas vidas… a necessidade de amar… de amar da forma mais pura e com mais garra toda a nossa existência, todo o decorrer da nossa caminhada, todas as pessoas que realmente contam… que estão no coração…

 

E vemos que já não somos tanto aquelas crianças inconscientes que tudo querem e que permanentemente fazem planos para conseguirem o que querem…

Temos essas crianças em nós, mas agora pela pureza do amor que dedicamos a cada segundo do nosso dia, tal como ele acontece… É uma forma pura de amar porque deixamos de exigir… e já não choramos se esse segundo não aconteceu como nós tínhamos pensado e como nós queríamos que acontecesse…

 

Porque vem o medo…

Medo de que a vida esteja a passar por nós… e nós estejamos sentados… confortáveis… a vê-la passar… sem a vermos realmente – sem contemplarmos a sua beleza e o seu valor… e pior…

Sem a vivermos!


sentido por Anjo da Noite às 22:59
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